quarta-feira, 5 de agosto de 2015

'Nem vento sai na torneira', diz morador de bairro em São Luís (MA)

Situação segue mesmo com prazo de 72h anunciado para normalização.
Adutora se rompeu no domingo (2), e abastecimento retomado na segunda.


No Belira, morador depende de poço para abastecer casa (Foto: Biné Morais / O Estado)
No Belira, morador depende de poço para abastecer casa (Foto: Biné Morais / O Estado)
Mesmo com o fim do prazo de 72 horas anunciado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) para a normalização do abastecimento São Luís (MA), moradores de alguns bairros reclamam da falta d’água. No último domingo (2), uma adutora do Sistema Italuís se rompeu no Km 40 da BR-135, trecho próximo ao Campo de Perizes. A interrupção atingiu quase 100 bairros da capital maranhense – em quatro zonas do sistema –, entre eles: a região do Centro (afetada parcialmente, porque é abastecida pelo Sistema Sacavém/Batatã, apenas com reforço do Italuís), o Jardim São Cristóvão (na entrada e saída da capital maranhense), bairros populosos como Vila Bacanga, Anjo da Guarda e São Raimundo, além de bairros considerados de alto padrão, como Ponta do Farol, Calhau, Renascença I e II e Olho-d’Água.Um dos bairros da Zona 4 do Italuís é o Sítio Pirapora. Por lá, nada de água. O pedreiro e comerciante Nataniel Pereira, de 52 anos, é um dos moradores que reclamam do problema que dura há cinco anos. “A torneira está sequinha. Nem vento sai na torneira. A gente sempre teve um gasto muito alto com água aqui, porque a Caema não fornece a água e nós somos obrigados a comprar água de terceiros, tendo um alto custo, equivalente a R$ 15 a hora de água, o que não dá para encher nem uma caixa d’água de mil litros”, relata ao G1. “A Caema alega que não tem água no reservatório e que aqui no Pirapora a maioria das pessoas é que não pagam água”, completa, contestando a versão da companhia.Dona de bar Glauciane Silva Costa, de 26 anos, na Vila Bacanga a água voltou, mas não com a pressão devida. “Aqui no meu estabelecimento voltou e na minha casa voltou normal, mas tem casas que ainda não voltou com a potência que é para vir. Tem casa que é alta e a água não sobe, e continua sem água”, diz.
Segundo Glauciane Costa, na Vila Bacanga a água voltou, mas não com pressão devida (Foto: Danilo Quixaba)Segundo Glauciane Costa, na Vila Bacanga água voltou, mas não com pressão devida (Foto: Danilo Quixaba)

Já seu Valdecy Araújo, de 56 anos, viu no problema a oportunidade para ganhar a vida, mas criou condições para facilitar o consumo do líquido, usado, segundo ele, para uso doméstico das pessoas. “Há quatro anos que eu venho salvando o pessoal e enquanto não tiver eu tenho que botar, que a Caema não vai resolver nunca aqui, nunca. As tubulações estão todas quebradas, a água não tem força de subir, só no Pirapora de Baixo que tem água. Aqui não tem água, de jeito nenhum”, diz.
Na Zona 1, no bairro Belira, o vigilante Rogério de Sousa depende de um poço para abastecer a residência. "Esse poço é que salva muita gente aqui nessa área. Vem pessoas de outros bairros do Centro pegar água aqui, pois, além do abastecimento não ser todo dia, quando tem água ela vem suja. E com esse rompimento a gente não sabe exatamente quanto tempo vamos ficar sem água", declara
.Valdecy Araújo ganha a vida vendendo água, mas também ajuda os moradores (Foto: Danilo Quixaba)
Valdecy Araújo ganha a vida vendendo água, mas
também ajuda moradores (Foto: Danilo Quixaba)
Fonte: G1 Ma


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