quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Promotora conta como atuou nos casos da 'Prefeita Ostentação'

Prefeita teria descumprido várias decisões da justiça que levaram até ao seu afastamento

180 esteve no município de Bom Jardim (MA) e conversou com a promotora de justiça Karina Freitas Chaves sobre o caso da prefeita Lidiane Leite, que está foragida desde que teve a prisão decretada pela Polícia Federal. Atuando há dois anos no Ministério Publico do município, afirmou à nossa reportagem que começou a atuar no caso a partir de varias denúncias sobre irregularidades na gestão.
“Tudo começou quando informantes começaram a denunciar que não havia merenda nas escolas e até mesmo a falta de aulas. As escolas estavam em péssimo estado e o calendário escolar não era cumprido. Requisitamos as licitações e entramos com uma ação civil pública em 2013, para que esta situação fosse regularizada. Em dezembro de 2014 as escolas continuavam sem merenda e as aulas inexistiam em muitos povoados”, afirmou.
A promotora afirma que pediu o afastamento por descumprimento de decisão judicial gravíssima. “Houveram diversos descumprimentos de decisão judiciária pela prefeita em sua gestão. O juiz Goulart Júnior concedeu a liminar e o afastamento da prefeita do cargo no dia 17 de dezembro de 2014, esse foi o primeiro afastamento da prefeita”, afirmou.
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Segundo a promotora Karina Freitas Chaves, após o afastamento, os advogados conseguiram fazer com que o Tribunal de Justiça do Maranhão cassasse a decisão de afastamento em menos de 24 horas que o juiz determinou o afastamento.
“Os advogados entraram com 11 pedidos de suspeição contra o juiz que deu a liminar de afastamento da prefeita. Após o mesmo entrar de férias, o MP fez alguns pedidos à justiça. Como um mandado de busca e apreensão que foi feito na casa da prefeita, e não foi encontrado quase nada das empresas contratadas. O MP então, entrou com ação de exibição de documentos para entrega das licitações”, explicou.
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A promotora afirma que tem atuado para que os moradores do município não se prejudiquem com a as irregularidades da gestão. Sobre a informação de que o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que recebeu num período de um ano mais de R$ 200 mil da prefeitura, proveniente do ICMS e FPM, em sua conta pessoal, e com dispensa de licitação, diz que o Ministério Público já agiu. “O MP requisitou o processo de dispensa de licitação para contratar o advogado, em referência aos valores altos depositados na conta dele”, conclui.

Com informações e fotos 180 Graus


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